Uma história de sucesso

expo

Os primeiros estatutos da Associação Industrial Portuguesa datados de 1837 continham apenas 17 artigos, um dos quais consignava a obrigação de “levar a efeito uma exposição mundial da indústria”, além de “várias feiras em várias partes do Reino”.

Assim, desde logo, no reino de D.Pedro V, a AIP foi encarregada pelo monarca de levar a cabo a 1ª Exposição Industrial Portugueza, para depois, no tempo de D.Luís organizar a Exposição Nacional das Indústrias Fabris (com 1214 expositores) na avenida da Liberdade em Lisboa.

No virar do século a AIP tinha promovido a participação da indústria nacional em grandes feiras internacionais – Sevilha, Viena, Paris, St.Louis, entre outras.

Em 1929 foi realizada no Estoril a maior feira nacional após a implementação da República – a Feira de Amostras da Indústria Nacional. No ano seguinte a AIP foi encarregada de organizar a representação nacional na Exposição de Produtos Portugueses, no Rio de Janeiro.

Nos anos de 1931/32, levou a cabo a memorável Grande Exposição Industrial, no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa. Em 1949, recuperou os pavilhões da célebre exposição do Mundo Português e transformou-os na FIP – Feira das Industrias Portuguesas, a antecessora da Feira Internacional de Lisboa.

Foi então que a AIP, pela mão do seu presidente da altura, Francisco Cortez Pinto, decidiu então construir o seu próprio espaço para a organização de Feira de raiz. O espaço escolhido foi os terrenos da cordoaria, na Junqueira, e o projecto foi entregue a Francisco Keil do Amaral (descendente do autor do hino nacional) e Alberto Cruz. Assim, na primavera de 1957 a obra ficou concluída, numa grandiosidade que levou o edifício a ser classificado como Património Arquitectónico de Lisboa.

Durante 42 anos este edifício recebeu milhões de visitantes em Feiras que cada vez se tornavam maiores e mais abrangentes, o que levou o edifício da Junqueira a esgotar a sua capacidade. Tornava-se assim cada vez mais urgente encontrar um novo espaço para a realização de Feiras.

Assim a Associação Industrial Portuguesa, então presidida por Jorge Rocha de Matos, iniciou a procura de um novo local. A solução surgiu com o projecto da Expo’98. Contactado pelos promotores, Jorge Rocha de Matos viu nesta iniciativa uma oportunidade única de transferir a FIL para uma área que se iria tornar numa das zonas mais nobres de Lisboa. Assim, em 1994 comprometeu-se a adquirir um dos locais mais simbólicos e uma das âncoras da Expo´98 – a área internacional norte – actual Feira Internacional de Lisboa.

O espaço da antiga FIL na Junqueira foi reconvertido e é hoje o Centro de Congressos de Lisboa, o maior e um dos mais qualificados espaços para a realização de congressos e eventos em Portugal.